Ano 2017






Chegou 2017 - Tive coragem em tomar algumas resoluções e decisões: Me separei de fato.  Digo de fato, porque nós já não estávamos bem, era apenas um relacionamento de conveniência. Mas claro que seguido dessa importante decisão muitas outras coisas viriam à tona, e quase me levaria a loucura.Que foi onde me foi provado, para que eu vim para essa terra: Estamos aqui de passagem, mas não a passeio. Tudo é aprendizado, e infelizmente nós aprendemos, pelo menos eu, aprendi tudo no ferro e no fogo. 😒 - Vamos lá:

Voltei a morar em uma pensão, só de que dessa vez, era perto de onde eu morava com ele, era longe do CEU, eu estava no centro - Santa e Bela Cecília. Muitas vezes eu fui pra aula a pé - por não ter dinheiro para ir e voltar de metrô. Eu não podia tentar usar de sorte para ganhar carona, todas as vezes que eu não tinha dinheiro. Mas sempre existiu uma caixinha para auxilio, só que não digo que por orgulho, mas nunca pensei em usar, porque tinha e tenho certeza que pode ter alguém que more mais longe, e possa precisar. Então ia caminhando, e voltava de metrô, apenas 6 kms de caminhada 🚶

Tive que começar a trabalhar. Como todo mundo faz: pegar 2 ônibus para ir trabalhar, 2 ônibus para voltar, isso porque quando eu ia para a aula e trabalhar na sexta eram 7 ônibus🚍, e só ônibus porque era assim que o meu bilhete era carregado. Depois de alguns meses o patrão veio com ideia errada para meu lado. Liguei apavorada para o Reinaldo, ele disse, mantenha a fé, vai dar tudo certo. Confiei no que ele disse. Nessa época, eu trabalhava de segunda a sexta das 8 as 18h e aos sábados trabalhava no buffet, das 8 as 20h, ou das 10 as 22h. Ainda tentava sempre gravar Faustão, aos domingos. Saí dessa empresa, e fiquei sem chão, mas aliviada por não ser mais assediada. Só que a preocupação começou a rondar novamente: E agora? Não sabia direito para onde ir, só tinha uma certeza: Eu tinha que continuar indo pra aula  e trabalhar lá no CEU.

No meio do ano comecei a me relacionar com um 'amigo' - conversávamos horas por telefone, bebemos, conversamos estávamos super amigos. Passávamos horas no telefone, mensagens whp - logo eu comecei a me envolver porque ele era(é, porque ele está vivo😉) gentil, atencioso, inteligentíssimo, bom de papo, educado e religioso rs.... 

Em menos de 10 dias eu já estava trabalhando em outra empresa, dessa vez não tinha na a ver nem comigo, nem com minha área: fui trabalhar de vendedora... E fui obrigada a sair do buffet porque tinha que trabalhar de segunda a sexta das 8 as 18:30 e no sábado das 8 as 14h Lá foi onde minha vida teve outra reviravolta. Fiquei não mais que 45 dias - e emagreci quase 10kgs... Só vou dizer uma coisa que aconteceu: "Eu falo assim, porque EU pago o salário, não está contente pode ir embora, incompetente como elas encontro aos montes por aí" - discussão do patrão com o filho, por causa de nós(éramos 2 vendedoras). Era muita humilhação, muito estressante, eu acordava de madrugada desesperada ouvindo a voz do chefe...
Um dia saí para almoçar com um amigo, e no dia da crise, eu mandei uma mensagem pra quem? Para alguns amigos es lógico que pra ele também pedindo ajuda... Porque eu estava desesperada, eu só chorava, e não entendia o que estava acontecendo, uma sensação de morte, horrível... Ele fez o que? Respondeu assim: "Jaqueline, não tenho nada para falar com você, se controla". Eu mandei outro áudio dizendo: pelo amor de Deus eu preciso de ajuda, fala comigo só dessa vez. Ele foi definitivo: "Jaqueline, você tem que se tratar"... Nesse momento, eu respirei fundo, e eu moro no 3º andar, minha cama é de cima da beliche... Fui até a cozinha, voltei para o quarto e ouvi uma voz: Jaqueline você sabe que não adianta. Nesse momento uma amiga me ligou: Jakie, o que houve? Está tudo bem?  eu só conseguia falar SIM e NÃO, Onde você está? Eu só chorava! Depois de alguns minutos, eu ela conseguiu me trazer para a realidade. E conseguimos conversar:
Bruna: você brigou com alguém? Não. Você bebeu? Não. Usou drogas? Não. Como está sua família? Tudo bem. E na sua casa, como estão as coisas? Tudo bem. Você está namorando? Não. E o seu trabalho??? Nessa frase eu já voltei a chorar desesperadamente. Ela perguntou como era, eu falei....( o que não convém eu dizer aqui). Ela concluiu: Está tudo bem Jakie! Ele acessou alguma área da sua vida que não estava resolvida... Enfim ela ficou 40 minutos comigo no celular, interrompeu suas férias em Natal, para conversar comigo. Siiimm os Anjos Existem eles só não tem asas, estão disfarçados de amigos.
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Bruna Dortha - minha Anja
Bem, depois disso ela disse que só voltaria para São Paulo dentro de 15 dias mas que era importante eu procurar ajuda psicológica, ajuda espiritual fazer meditação, Yoga. E ela por ser minha amiga, não poderia me tratar, mas que também quando voltasse poderia ir comigo nalgum terapeuta amigo dela.

Na segunda fui trabalhar, com a cara mais inchada do que a Ronda Rousey 😁. Na terça - fui pro CEU, e falei com o Márcio de todo o ocorrido, ele fez o atendimento fraterno comigo, disse pra eu liberar perdão para o chefe, e para meu pai, porque no decorrer da conversa com a Bruna, cheguei a conclusão que era igual meu pai - e para eu não entrar na vibração dele. E sim procurar ajuda psicoterapeuta, ele sugeriu alguém de confiança dele e do CEU - que algumas pessoas já haviam se tratado com ele. Foi o que eu fiz: na quarta já liguei na clínica, marquei para terça seguinte, na mesma semana já encontrei uma escola de Yoga... E na quinta, fiz o que? Fui pra aula lá no CEU... Na sexta feira, fui trabalhar e o Márcio me perguntou como eu estava, eu estava bem um alívio, grande no peito. No Sábado, eu tinha que ir trabalhar na loja: e eu estava um pouco mais tranquila. Porque eu tinha certeza que existia um aprendizado em todo o ocorrido. O tempo todo, quando vinha a vontade de chorar, eu pensava no que o Márcio e a Bruna disseram: Libera perdão, e não se envolva. Na segunda-feira - na hora do almoço o chefe disse: Jaqueline, sua carteira está aqui com você? Eu disse que não. Ele completou: pois então traga-a depois do almoço, não vai dar para você continuar com a gente. Você não temo perfil da nossa empresa! Naquele momento, eu entendi: LIBERA PERDÃO! PERDOE SEU PAI. Eu abri um sorriso, como se eu tivesse ganhado, um presente.

Na próxima terça, conto um pouquinho mais sobre como segue o meu ano de 2017 no CEU!

Beijos no coração

17/10/2017.

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